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Planalto Granítico das Chãs de Sta Luzia

As rochas graníticas e as geoformas graníticas

Segundo Carvalhido (2012, 2014) este Monumento Natural Local corresponde a área com cerca de 908 ha, constituída a norte pela Chã de Afife, a leste pela Chã da Gurita de Couço e a sul, pelas Chãs de Carreço e de Areosa. O limite oeste do geossítio coincide, grosso modo, com a vertente atlântica da serra de Sta Luzia. Sob o ponto de vista do interesse geocultural referem-se a conservação de insculturações, nomeadamente fossetes e quadriláteros, e que constituem manifestações de litolatria (idade do Bronze?) ou serão bem mais tardias, consistindo em limites paroquiais ou suporte a jogos praticados pelos pastores. Não existe ainda consenso sobre a antiguidade e o significado destas gravações (Almeida, 1981; Abreu, 2009).

Sob o ponto de vista geomorfológico, o geossítio constitui a superfície de aplanamento do topo da serra de Sta Luzia, que se desenvolve essencialmente a 460 metros (v.g. Sta Luzia, 550 m). Esta superfície constitui a superfície culminante do antiforma de Caminha-Viana do Castelo. As geoformas residuais como os inselberg (eg. bornhardt dorso-de-baleia, na Chã de Afife) e de maior escala, as pias, constituem relíquias da etapa de evolução subaérea do relevo granítico, anterior à erosão do rególito. Os exutórios que foram identificados associados às pias, comprovam que estas estruturas foram provavelmente recuperadas durante as etapas de pós-exumação do relevo, no domínio dos processos de dinâmica de vertentes. Ocorrem vários afloramentos com enxames de encraves sobremicáceos, biotíticos, com turmalina, testemunhos-relíqua da posição de cúpula do plutonito de Bouça de Frade em relação ao encaixante metassedimentar.

Na zona de Covões e segundo Lima (2006) ocorre o contacto gradacional dos plutonitos de Bouça de Frade e de Afife, destacam-se alguns diferenciados pegmatíticos pela sua estrutura e mineralogia. Os referidos corpos são filonianos e assumem possança aflorante variável (até ~1 m) e atitudes subverticais norte-sul. Apresentam como minerais acessórios interessantes granada, turmalina e berilo automórficos. Este geossítio integra o geossítio das Lavarias Romeiras de Sta Luzia, que é uma área onde se realizava separação hidrogravítica de Sn (cassiterite), rútilo, ilmenite-rútilo e ilmenite, em bacias e caleiras. Esta atividade era realizada geralmente por mulheres e crianças, em regime sazonal, nomeadamente nas estações e períodos mais chuvosos. O geossítio é uma área de grande valor paisagístico e ecológico, este último patente, por exemplo, nas comunidades biológicas instaladas nas lagoas e regatos formados em resultado de emergências locais (Chã de Carreço).


Referências Bibliográficas:

Carvalhido, R.; Brilha, J. & Pereira, D. (2014). Monumentos Naturais Locais de Viana do Castelo: processo de classificação e estratégias de valorização. Comunicações Geológicas (2014) 101, Especial III, 1219–1223.

Carvalhido, Ricardo (2012).O Litoral Norte de Portugal (Minho-Neiva) : evolução paleoambiental quaternária e proposta de conservação do património geomorfológico. Tese de Doutoramento. Universidade do Minho. 564 p.

Lima, M. F. (2006). Caracterização e estratégias de valorização sustentável de ocorrências geológicas com importância patrimonial. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho.

Almeida, C. F. (1981). Território paroquial no Entre-Douro-e-Minho: sua sacralização. Nova Renascença, Porto, 1 (2), p.202-212.

Abreu, A. (2009). História de Viana do castelo, Câmara Municipal, 1, 61-65.

Segundo Carvalhido (2012, 2014) este Monumento Natural Local corresponde a área com cerca de 908 ha, constituída a norte pela Chã de Afife, a leste pela Chã da Gurita de Couço e a sul, pelas Chãs de Carreço e de Areosa. O limite oeste do geossítio coincide, grosso modo, com a vertente atlântica da serra de Sta Luzia. Sob o ponto de vista do interesse geocultural referem-se a conservação de insculturações, nomeadamente fossetes e quadriláteros, e que constituem manifestações de litolatria (idade do Bronze?) ou serão bem mais tardias, consistindo em limites paroquiais ou suporte a jogos praticados pelos pastores. Não existe ainda consenso sobre a antiguidade e o significado destas gravações (Almeida, 1981; Abreu, 2009).

Sob o ponto de vista geomorfológico, o geossítio constitui a superfície de aplanamento do topo da serra de Sta Luzia, que se desenvolve essencialmente a 460 metros (v.g. Sta Luzia, 550 m). Esta superfície constitui a superfície culminante do antiforma de Caminha-Viana do Castelo. As geoformas residuais como os inselberg (eg. bornhardt dorso-de-baleia, na Chã de Afife) e de maior escala, as pias, constituem relíquias da etapa de evolução subaérea do relevo granítico, anterior à erosão do rególito. Os exutórios que foram identificados associados às pias, comprovam que estas estruturas foram provavelmente recuperadas durante as etapas de pós-exumação do relevo, no domínio dos processos de dinâmica de vertentes. Ocorrem vários afloramentos com enxames de encraves sobremicáceos, biotíticos, com turmalina, testemunhos-relíqua da posição de cúpula do plutonito de Bouça de Frade em relação ao encaixante metassedimentar.

Na zona de Covões e segundo Lima (2006) ocorre o contacto gradacional dos plutonitos de Bouça de Frade e de Afife, destacam-se alguns diferenciados pegmatíticos pela sua estrutura e mineralogia. Os referidos corpos são filonianos e assumem possança aflorante variável (até ~1 m) e atitudes subverticais norte-sul. Apresentam como minerais acessórios interessantes granada, turmalina e berilo automórficos. Este geossítio integra o geossítio das Lavarias Romeiras de Sta Luzia, que é uma área onde se realizava separação hidrogravítica de Sn (cassiterite), rútilo, ilmenite-rútilo e ilmenite, em bacias e caleiras. Esta atividade era realizada geralmente por mulheres e crianças, em regime sazonal, nomeadamente nas estações e períodos mais chuvosos. O geossítio é uma área de grande valor paisagístico e ecológico, este último patente, por exemplo, nas comunidades biológicas instaladas nas lagoas e regatos formados em resultado de emergências locais (Chã de Carreço).


Referências Bibliográficas:

Carvalhido, R.; Brilha, J. & Pereira, D. (2014). Monumentos Naturais Locais de Viana do Castelo: processo de classificação e estratégias de valorização. Comunicações Geológicas (2014) 101, Especial III, 1219–1223.

Carvalhido, Ricardo (2012).O Litoral Norte de Portugal (Minho-Neiva) : evolução paleoambiental quaternária e proposta de conservação do património geomorfológico. Tese de Doutoramento. Universidade do Minho. 564 p.

Lima, M. F. (2006). Caracterização e estratégias de valorização sustentável de ocorrências geológicas com importância patrimonial. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho.

Almeida, C. F. (1981). Território paroquial no Entre-Douro-e-Minho: sua sacralização. Nova Renascença, Porto, 1 (2), p.202-212.

Abreu, A. (2009). História de Viana do castelo, Câmara Municipal, 1, 61-65.

Localização

Serra de Sta. Luzia

Coordenadas

Lat: 41,784102

Long: -8,8268393

Legenda
Tema
Ponto de interesse

Temas

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